quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SUPERNOVA

Supernova (Fabio Terra)

A Terra gira em torno do Sol egoísta,
Que morre lentamente, esperando o ano luz
Prá poder explodir em uma Supernova.

sábado, 9 de julho de 2011

DIANTE DO FOGO.

DIANTE DO FOGO (Fabio Terra)

Diante do fogo trocado
Entre balas flamantes.
Um pequeno momento de trégua surge,
Enquanto recarregam-se os tambores.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

PÁSCOA.

PÁSCOA (Fabio Terra)

O manto vermelho cobriu o corpo,
A ferida da crua carne foi aberta
O rabino da Galiléia tombou
Arimatéia, seu sangue, guardou
A pedra foi colocada antes do sol se por
E no terceiro dia o corpo nu ressuscitou.

domingo, 10 de abril de 2011

HOJE NÃO TEVE RECREIO

Hoje Não Teve Recreio (Fabio Terra)

O dia foi vermelho dentro do cenário ingênuo,
A sinfonia esquizofrênica trouxe o inferno até os anjos,
Não houve prece, não houve pressa
Apenas medo e o desejo.

A feliz cidade chora, deprime e endurece
Não existe tanto perdão em nenhum coração,
Para suportar os estampidos inquisidores nos corredores.

Hoje não teve recreio, a não ser para Satã.

sábado, 9 de abril de 2011

LESMOLISAS, ARMAS E O TEMPO

Lesmolisas, Armas e o Tempo (Fabio Terra)

As Lesmolisas andam lentas, assim como o tempo,
quando se tem a arma apontada pra cabeça.

segunda-feira, 28 de março de 2011

MAIS AZEDA QUE LIMÃO

Mais Azeda Que Limão (Fabio Terra)

Mais azeda que limão
Irritada com o tempo que não vem,
Agitada como coração de gente apaixonada.

Mais azeda que limão
Andando de um lado para outro
Buscando a resposta para o tédio.

Quem sabe uma dose?

E quando me beijarem,
Vou ter gosto de caipirinha,
E aí o azedo fica doce e o doce esquenta
A noite.

domingo, 13 de março de 2011

NAVALHA ENFERRUJADA

Navalha Enferrujada (Fabio Terra)

A navalha com gosto de ferrugem, toca os lábios num corte molhado, com o sangue cheio de culpa!