segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FILHO DAQUELA

Filho Daquela (Fabio Terra)

 
Frutos de amores pagos
De paixões compradas em esquinas sujas
Não me encham o saco
Não provoquem minha ira estúpida.

Acomodem em seus rabos
Todas as injúrias
Todas as suas verdades absolutas

Engulam a arrogância, suportem a consciência
E sejam apenas aquilo que a vida lhes deu
Apenas, Filhos da Puta.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

THE END OF THE WORLD

The End of The World (Fabio Terra)

 
Que venha o fim do  mundo
Tão falso quanto um beijo sem paixão
Tão chato quanto transa sem tesão
Tão  rock quanto  o  Brasil

Que caiam raios e trovões
Que venha o fogo e as lições
Que aproveitemos as liquidações

Que exploda o  planeta
Mas devagar pra podermos assistir na televisão
Twittar e colocar  no  facebook,
Reclamando em português errado
Ignorantes, pretensiosos e tão  cheios de razão.

Que venha o  fim do mundo
Tão sem graça quanto  a minha geração

 

O VENTO DAS BOAS NOVAS #2

O Vento das Boas Novas #2 (Fábio Terra)

O vento das boas novas veio me avisar,
Soprando  os seus cabelos, descobrindo o seu olhar
mostrando  o seu rosto me fazendo acreditar,
Que tudo nesse  mundo, realmente pode mudar.

E eu estou sentado na varanda,
Com seu abraço e Deus pra me acalmar.


Noite escura, pra mim é como dia,
Não tenho certeza se todos os loucos são mesmo filhos de Deus,
Eu tomo uma aqui, eu   exagero por ali,
Mas, nunca sei aonde vou cair.

Estou sentado na varanda,
Com seus abraços  e Deus pra me ouvir.

Eu tenho as feições de um estúpido,
Entalhadas bem na minha cara,
Para esconder, meu jeito arrogante,
E não mostrar os meus temores.

 Estou sentado na varanda,
Gritando sozinho pra Deus pra tirar as minhas dores.

Como um surdo e insensível eu  andei  sem parar
Procurando desculpas, que ninguém podia me dar
Fiquei tão cansado, que nem o sol consegui enxergar,
E o vento que bateu no meu rosto não conseguiu me acordar.


 E estou sentado na varanda,
Com meus demônios e Deus pra me segurar.

domingo, 9 de dezembro de 2012

A BOCA

A Boca (Fabio Terra)


Boca que come,
Que como com os olhos
Querendo os lábios
A me dar água na boca

Boca que beijo
Que quero morder
Querendo dos lábios
O sangue paixão

Boca que me abraça o falo
Que me excita
Que me deixa louco, entorpecido
E me faz emudecer.


 

sábado, 17 de novembro de 2012

QUERO

Quero (Fabio Terra)

Quero a boca na nuca, a lingua nos lábios,
quero um beijo forte e febril com gosto  ácido,
quero voar entre o seu abraço.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O VERME

O Verme (Fabio Terra)


Sou o verme preso ao escuro cósmico telúrico
Rastejo atrás da seiva, alimento para minha vida
sem alma.

A podre carne das chagas plebeias
já me serve de entrada,
Esperando pelo preparo da chuva,
molhando a carne junto  ao  calor da terra
que acelera o  seu cozer.


Bactérias se manifestam, vindas  sem convite
para o banquete,
Glutonas não perdoam
boca, nuca, peito, membros, o corpo, o  homem.

Cego sou, não  vejo os outros vermes.
todos com fome,
Começa a guerra começa a glutonia
devo  lutar, devo investir, não há monotonia
Quero o meu pedaço,
Intestino, estomago, vísceras, baço
Quero mastigar, por à mostra a gula


Micróbios chegam até ao  banquete,
Luxuriantes sodomitas, buscam o seu  prazer
onde o  sátiro  exalta a vida  e mastigam com calma
 sabor antisacro.

Perco mais uma chance, chego ao encéfalo
e então corro até a fauna cavernícola do crânio
Onde me delicio com alucinações vorazes,

Paladar contínuo que vicia,  então continuo, 
encontro com lobo  frontal, o rasgo  do  corpo  caloso,
chego ao  cerebelo e mastigo  tudo  antes dos outros
Até chegar  à arvore da vida, que  ali  diante de mim
é devorada no morto corpo.


As asas negras das moscas chegam,
Irão pousar  pra dar  criadouro às suas crias
O clima é propício para a gestação
os ovos explodirão e nascerá a nova geração.

Minha vida verminal continua,
através do negro cósmico da terra,
até encontrar outro  corpo.
Podre pelo  sangue humano, imerso nos males d’alma


sábado, 18 de agosto de 2012

UM BEIJO , UM ADEUS

Um Beijo, Um Adeus. (Fabio Terra)

Quase às vésperas incendiárias,
Das várias mortes anunciadas
Os  despojos de quem mais amaste
Pedindo pra abandonar com despedidas,
Áridas de verdade.

Os lábios se encontram, molhados
emoldurados pelo abraço dos amantes
em vão, na tentativa de uma última vez
prosseguirem atados pelo pecado da loquaz serpente.

Um aceno  se segue, último  adeus, e à Deus se pede
Que dure para sempre a minha fulgaz paixão,
De mãos dadas à bíblica paciência.

Nos vemos na escuridão, quem sabe no último vagão,
naquele onde a emoção fala mais forte,
igual quando o coração bombeia o sangue
tal qual a força de uma bomba H.




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

SUPER HERÓI

Super Herói ( Fabio Terra)  

Não  tinha sorte como herói,
E como se Coca fosse Kriptonita
Fazia tudo errado, fazia tudo  que irrita

Seu traje não  tinha capa
Só uma camiseta encardida
Então fazia tudo de errado, fazia tudo  que irrita

Não tinha super poder, não tinha  nada!
Apenas a solidão de uma noite calada
Então gritava, tudo de errado, falava tudo que irrita
 
E sentado na cadeira olhando o tempo envelhecer
Como se Coca-Cola fosse Kriptonita
Usava a mão direita
E fazia tudo de errado, tudo que irrita


terça-feira, 26 de junho de 2012

ANTES QUE NOSSAS ASAS SE CANSEM

Antes que Nossas Asas Se Cansem (Fabio Terra)

Antes que nossas asas se cansem
Vamos nos dopar, flutuar
Virar nuvem no ar

Através dos baluartes do céu
A alva branda em céu de brigadeiro
"E Deus criou o vento
Pra pentear os seus cabelos"

Traz vento, a excitação!
E, vamos nos dopar
Flutuar
Virar nuvem no ar

domingo, 17 de junho de 2012

VENENO CROMÁTICO

Veneno Cromático (Fabio Terra)

Não sou preso a nada
Nem à roupa nem à alma

O sangue que passeia pelas minhas veias
Leva o veneno até meu coração,
Que enfurecido bombeia pra cabeça

O colorido dolorido da culpa
Sem solução.

sexta-feira, 30 de março de 2012

FLAMAS FURIOSAS

Flamas Furiosas (Fabio Terra)

Quero fósforo e gasolina,
Cruzar a ponte da melancolia.
Atear o fogo e esperar
A fúria ser consumida.

E enquanto olho para cima
Observo a cúpula noturna
Cheia de estrelas que se confundem
Com as flamas furiosas

Minha alma é libertada
O fogo é solto sem amarras
Cuspindo labaredas para o alto
Num salto soluço até virarem escuro

Quero fósforo e gasolina
Olhar a explosão repentina
Das flamas furiosas
Dançando pela minha retina

sexta-feira, 9 de março de 2012

DORES UM

Dores Um (Fabio Terra)

Eu acreditei em tudo que me disseram
E hoje minhas dores não são mais nenhum mistério.

domingo, 22 de janeiro de 2012

ONDE A VERDADE SE ESCONDE #2

Onde A Verdade Se Esconde #2. (Fabio Terra)

O cheiro do perfume, atrai o canalha
o gosto do alcool derruba seus sentimentos
já fracos e entorpecidos,
O dogma anelar não serve de lembrança.

A culpa miserável do bairro baixo,
é maquiada com batom barato,
que vem rebocado na boca ignóbil
da moça suada, com hálito de fim de noite.

Ela tira então, do seu coração com culpa,
a verdade mais dura, quando vê o dia crescer
E ávido amanhecer, grita.
- Mais um dia filho da puta acabou! Graças à Deus!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O INIMIGO VORAZ.

O Inimigo Voraz (Fabio Terra)

A dor se aproxima como brisa
que cobre minha alma já em cacos
como um cobertor velho e usado.

O grito é inevitável,
um expurgo do corpo envelhecido
querendo a juventude.


Que aprendeu com a fraqueza da carne
a linguagem dos homens
numa serpente loquaz

Que o grito e a raiva
nem sempre escondem
o inimigo voraz.