terça-feira, 25 de junho de 2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

QUERO


Quero (Fabio Terra)

 
Quero , qualquer tipo de arma
Quero vontade de entrar em qualquer luta
Quero a coragem e uma voz forte pra gritar bem alto
Filho da puta

 
Quero , dessa noite o escracho
De você um forte abraço
E do seu coração, eu quero um pedaço

 
Quero, a raiva dos imperfeitos
Cinqüenta centavos e a vergonha de ser brasileiro
Quero, poder andar me sentindo gente
E alguma bomba que me traga  paz!

 
Quero , dessa noite o escracho
De você um forte abraço
E do seu coração, eu quero um pedaço

 
Quero , poder cortar os meus pulsos
Quero  mostrar meu  sangue vermelho  vivo, pra quem é careta.
Quero, poder voltar a ser criança
Onde  a violência era apenas um brinquedo.

 
Quero , dessa noite o escracho
De você um forte abraço
E do seu coração, eu quero um pedaço
 

 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

SALIVA NO CHICOTE

Saliva no  Chicote  (Fabio Terra)

Que gosto  tem o  couro
se não  o de pele curtida
Conjurei a imagem distorcida
para morder na minha agonia.
E esquecer  as pragas,
para me afogar em tesão enquanto lambia

terça-feira, 11 de junho de 2013

O VÉU

O Véu (Fabio Terra)

Ao tintilar das estrelas no  céu
Me pergunto  de onde venho
Olhando para o rosto dela através do  véu
Sonho  com aquilo  que não tenho

 
Navegando no  ardil da inquietude
Minha ânsia  busca uma fuga
Entre seu  olhar  fresco como  a juventude
Onde meu coração exílio se entrega sem luta

 

Fujo  para dentro e um pacto  faço
De sofrimento não vou mais me alimentar
Mas me embriagar de alegria sim,
Num rompante devasso

 
E se o  véu  que cobre o meu  desejo
Nunca revelar a boca com que sonho
Eis que surgirá em mim, o  Sátiro
Que a acordará do sono  enfadonho.


 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

PAIXÃO

Paixão (Fabio Terra)

Os cabelos dourados e selvagens
fazem sorrir por dentro, o  falo,
Os olhos garços como  a cor do  mar bravio
me convidam para a ventura, sem volta.

 
A boca vermelha de paixão
Me convida para a noite cheia de carícias
Delicias da vida sátira,
Regada à vinho e elogios sujos que nos dão prazer

 
O  teu  dorso exposto ao  ataque
Tua anca indefesa ao  meu  carinho
Teu cansaço jogado  em meus braços
Movimentos que nos fazem esquecer,
                                                       Da vida passiva.

 
Apertas o  lábio e se faz escorrer
entre pensamentos impróprios
paixão, tesão, músculos e prazer.