sábado, 18 de agosto de 2012

UM BEIJO , UM ADEUS

Um Beijo, Um Adeus. (Fabio Terra)

Quase às vésperas incendiárias,
Das várias mortes anunciadas
Os  despojos de quem mais amaste
Pedindo pra abandonar com despedidas,
Áridas de verdade.

Os lábios se encontram, molhados
emoldurados pelo abraço dos amantes
em vão, na tentativa de uma última vez
prosseguirem atados pelo pecado da loquaz serpente.

Um aceno  se segue, último  adeus, e à Deus se pede
Que dure para sempre a minha fulgaz paixão,
De mãos dadas à bíblica paciência.

Nos vemos na escuridão, quem sabe no último vagão,
naquele onde a emoção fala mais forte,
igual quando o coração bombeia o sangue
tal qual a força de uma bomba H.




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