sábado, 9 de abril de 2011

LESMOLISAS, ARMAS E O TEMPO

Lesmolisas, Armas e o Tempo (Fabio Terra)

As Lesmolisas andam lentas, assim como o tempo,
quando se tem a arma apontada pra cabeça.

segunda-feira, 28 de março de 2011

MAIS AZEDA QUE LIMÃO

Mais Azeda Que Limão (Fabio Terra)

Mais azeda que limão
Irritada com o tempo que não vem,
Agitada como coração de gente apaixonada.

Mais azeda que limão
Andando de um lado para outro
Buscando a resposta para o tédio.

Quem sabe uma dose?

E quando me beijarem,
Vou ter gosto de caipirinha,
E aí o azedo fica doce e o doce esquenta
A noite.

domingo, 13 de março de 2011

NAVALHA ENFERRUJADA

Navalha Enferrujada (Fabio Terra)

A navalha com gosto de ferrugem, toca os lábios num corte molhado, com o sangue cheio de culpa!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

AI DE MIM.

Ai de Mim (Fabio Terra)

Ai de mim, que nunca tive dó
Ai de mim, que nunca tive dor
Ai de mim, que nunca tive cor
E também nunca tive amor

Ai de mim, que nunca tive beijo
Ai de mim, que nunca tive medo
Ai de mim, que nunca tive jeito
E também não tive segredo

Ai de mim, que nunca tive raiva
Ai de mim, que nunca tive gosto
Ai de mim, que nunca tive pena
E também nunca tive rosto

Ai de mim, que nunca tive sorte
Ai de mim, que nunca tive tudo
Ai de mim, que nunca tive benção
E também nunca tive o mundo.

A IMPACIÊNCIA DO ORGANISMO.

A Impaciência do Organismo. (Fabio Terra)

A impaciência me ataca,
Como um vírus que toma conta do organismo.

A explosão é inevitável
Aplaca a dor da alma
E como fogo ardendo me faz expelir o grito.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O AR.

O Ar (Fabio Terra)

E surge do alto, o ar
respiro fundo e prendo em meu peito,
de olhos fechados, desespero-me em flutuar.

E surge do alto, o ar
pego uma garrafa vazia, e com ele
encho ela até a boca,
sacudo ansiosamente e solto ele em vento.

E surge do alto, o ar
trazendo o teu perfume cheio de pimenta,
que me faz te querer violentamente.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O CORPO NU.

O Corpo Nu (Fabio Terra)

O corpo se mostra nu
com o dorso dourado
sorriso tímido
e ventre suado.

E se esparrama na cama
à espera de um carinho
de costas pro céu
com os olhos fechados.