quinta-feira, 31 de maio de 2007

QUAL TUA TEXTURA.

Qual Tua Textura? (Fábio Terra)

O que te dá medo?
Quais são suas alegrias?
Qual a cor do teu corpo?
E sua alma de que cor seria?

Linha reta, linha torta,
Qual linha você seria?
Você está mais pra sombra?
Ou para, um dia claro sem chuva, com brisa Maria.

Apresenta tua marca!!
É um forte brasão?
Qual é tua textura?
E tua composição?

É feita de macio com um tom apimentado,
Dever cumprido roboticamente calado?
Ou de Raiva, Amor e uma dose desarmoniosa de Pecado,
Como eu.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

O VENTO DAS BOAS NOVAS.

O Vento das Boas Novas (Fábio Terra)

O vento das boas novas veio me avisar,
Que tudo, um dia, iria mudar,
Eu como um tolo com sorriso largo, me pus a acreditar,
Que tudo, tudo realmente iria mudar.

Agora eu estou sentado na varanda,
Com dois amigos e Deus pra me acalmar.

Noite escura, pra mim é sempre dia,
Não tenho certeza se todos os loucos são mesmo filhos de Deus,
Indago o meu próprio ser, o meu próprio eu,
Eu tomo uma aqui, eu uso outra ali,
Mas, nunca sei aonde vou cair.

Agora eu estou sentado na varanda,
Com dois amigos e Deus pra me ouvir.

Eu tenho as feições de um estúpido,
Entalhadas bem na minha cara,
Para esconder, talvez, meu jeito brilhante, arrogante,
Confundindo os seus temores.

Agora eu estou sentado na varanda,
Com dois amigos e Deus pra tirar as minhas dores.

Como um surdo e insensível andei,
Procurando desculpas em uma manhã madrigal,
Tão cansado estou, que nem o sol consigo ver,
E o vento que bate em meu rosto não consegue me acordar.

Agora eu estou sentado na varanda,
Com dois amigos e Deus pra me segurar.

terça-feira, 22 de maio de 2007

SOMBRAS SEJAM MINHAS AMIGAS

Sombras Sejam Minhas Amigas (Fábio Terra)


Sombras sejam o meu travesseiro,
Peguem minha cabeça e me façam dormir.

Sombras sejam a minha companhia hoje a noite
Façam a minha mente sonhar
E o meu sonho voar.

Sombras me cubram de todos os perigos
Para que nesse silêncio tão cândido,
Possa, protegido ser, dos homens que guardam a torre.

Sombras sejam minha amigas
Na graça da escuridão,
Deixe-me com meus dedos tocá-las.

Sombras tirem de mim os meu medos.
Sorte é crendice popular,
Mas mesmo assim me faça nela acreditar.

Sombras sejam o meu travesseiro,
Peguem minha cabeça e não me façam chorar.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

OLHOS RETINTOS.

Olhos Retintos (Fábio Terra)


Você é apassionante, o amor te avassala,
Vai!? Nau, não conseguimos ver tudo que há que pra ver
Neste lugar a oeste do comum, deveríamos esquecer,
O lugar onde crescemos,
Pelo menos uma vez, pelo menos até o amanhecer.

Você é apassionante, o amor te avassala,
Fecharia os olhos e dançaria, na sala clara
Como um homem cego, dançaria no escuro,
Com seus olhos retintos, seguindo apenas o coração, o pulso, e o impulso,

Pelo menos uma vez, pelo menos até o amanhecer.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

O RELÓGIO CRIANÇA.

O Relógio Criança. (Fábio Terra)

Tic, Tac, o relógio bate,
Bate o relógio Tic, Tac,
Mostrando-nos as horas sem parar.

Sem parar, ele nos mostra as horas,
Fazendo Tic, tac,
Tic, Tac e dizendo,
Quando começar.

É hora de se dormir,
E não de se começar
A entender o Tic, Tac,
Que o relógio faz sem parar.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

A CADA PASSO QUE EU DOU.

A Cada Passo Que Eu Dou (Fábio Terra)

A cada passo que eu dou
Eu aprendo coisas diferentes

Meu coração bate como
Se estivesse enfeitiçado

E ele mirava ao sol
Sempre que se levantava das montanhas

E vinha me dizer,

- Fuja para onde eu te levar,
Mesmo que a chuva quente comece,
Fuja para onde eu te levar.

sábado, 12 de maio de 2007

POEMA DO ÍNDIO.

Poema Do Índio (Fábio Terra)

O Índio dormia olhando as estrelas,
Então, se apaixonou pela mais bela delas,
E com o seu coração na mão pediu para a palmeira mais alta.

Palmeira.... me leva pro céu!

Palmeira cresceu ainda mais,
E levou o Índio, banhado em paixão e coragem,
Subindo para uma última viagem,
Para a estrela mais bela, seu único e verdadeiro amor.