segunda-feira, 29 de outubro de 2007

TODOS OS DIAS VOCÊ BRILHA PARA MIM.

Todos os Dias Você Brilha Para Mim. (Fábio Terra)

Quando a vejo no teu Sono Preguiça,
Observando, fico, em cada centímetro do teu corpo
a minha paixão.

É difícil dizer-te que te amo
Mas é ébrio sentir a palpitação do meu coração,
Como em uma oração rotunda do amor.

A razão não permite te tocar, minha Alva Rainha,
Mas a inconseqüência dos amantes
Obriga-me a roubar–te um beijo,
Na madrugada de todos os dias.

É difícil dizer-te te amo,
Fácil é olhar por dentro,
De teu sono tão puro,
Dilatada exaustão isotópica.

Vivendo o poder de viver,
O resto de nossas vidas lado a lado,
Acordado te olhando, amando e vigiando teu sono.

Haaa! Como amam os vitoriosos,
Por terem contigo, a mais bela das estrelas,
Transbordando a inatividade do meu ócio,
Brilhando todos os dias, só para mim.



Para Jane

sábado, 29 de setembro de 2007

BRINCANDO DE FAZER NADA.

Brincando de fazer Nada. (Fábio Terra)

Inquieta atitude quieta nutrindo o olhar,
Explode na íris figuras do presente, vista no chão,
Pensamento voa em velocidade acelerada,
Sapato na mão, o Passado de sorriso largo,
E o Futuro de abraço aberto de estendida, a mão.

Enquanto os dedos não cambaleiam,
De cansaço do coração preguiça,
Não deixa cair o scarpin no afã desse átimo atemporal,
Descansa a mente brincando de nada fazer,
A não ser, ser você mesma,
Na inquietude ansiosa de querer sempre o novo.

O sofá, confortável não é, sem graça até,
O chão é mais rebelde, mesmo que em uma aristocrática pose,
Consegue brincar de fazer nada, com seu coração criança,
A figura que a íris captura não cansa tua imaginação, que dança,
Através de lembranças, combustível pra o futuro.

O scarpin caiu, a revista chegou ao fim.
A espreguiçada ronronada como a de uma gata, chama,
Para sonhar com passado e o futuro juntos, que nem queijo com goiabada,
Brincando de fazer nada.

sábado, 15 de setembro de 2007

RECEITA PARA O NÃO JUÍZO.

Receita Para o Não Juízo. ( Fábio Terra)

Não ter juízo é fácil.
Pegue um pouco de inconsequência,
Adicione à ela uma pitada de rebeldia,
Misture com uma certa malandragem no olhar,
Jogue bastante charme,
Deixe esquentar até ferver o ego,
Aí coloca-se um pouco de arrogância junto à uma certa simpatia,
E pronto, sirva-o acompanhado de um bom vinho.

ESPERANÇA, PASSOS DEVAGAR ELA POSSUI.

Esperança, Passos Devagar Ela Possui. (Fábio Terra)

Andando devagar como se seus passos possuíssem
O peso do vento.
Em um tempo em que floresta, homens e criaturas
Viviam em harmonia.
A felicidade escorria por entre seus segredos,
Ainda leve escondia.
Em um último aceno a criação do mundo
Rústico, mas engrenado perfeitamente.

De um sopro nasceu o Dia, de um abraço
A Noite surgia, mas pedia amigas,
Estrelas vieram e refletiam
Apenas alegria.

O Sol veio em um grito, forte
De uma lágrima veio a Chuva
Que lavou nossa tristeza
Princesa Terra triste com o mundo
Que a fez chorar
Deixou como castigo, herança, para os homens
Triste de se pensar,
Apenas a esperança.

SEROTONINA MOFADA COM MORFINA.

Serotonina Mofada Com Morfina. (Fábio Terra)

Carmapazepina
Citalopram
Clonazepam
Lítio
Lexotan
Anafranil
Depakote
Rivotril
Aspirina
Cafeína
THC
Torazina
LSD
Serotonina
Tabaco
Morfina
Mofo
Raiva
Fé
SEXO
Religião
Madrugada
Risada
Lágrima
TÉDIO
Dia.

ANESTESIADO AS 4 DA MANHÃ.

Anestesiado As 4 da Manhã. (Fábio Terra)

Anestesiado às quatro da manhã,
Busco refúgio em teus braços,
Mas reclamas do odor da boemia
E pedes para mim, que fuja das estrelas.

A textura dos teus pelos ficou marcada em meus dedos,
Me fazendo lembrar do teu cheiro, perfumado,
Anestesiado às quatro da manhã,
Busco refúgio em teus braços,

E pedes para mim, que fuja das estrelas.
Mas reclamas do odor da boemia,
Sabendo que me impregna a pele como tatuagem,
E assim o refúgio de teus braços, não mais terei.

Anestesiado às quatro da manhã,
Reclamas do odor da boemia,
Busco refúgio em teus braços,
E sabendo que me impregna a pele como tatuagem.

Assim o refúgio de teus braços, não mais terei.
Até o cheiro da noite do meu corpo arrancar,
De minha pele tirar uma a uma, as estrelas,
Que nela ficaram.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O ALIENÍGENA.

O Alienígena. (Fábio Terra)

O Alienígena desce da nave espacial,
Vem de longe, e sobe a rua em um domingo de carnaval,

Fica pasmo, ninguém o testemunha,
Desfila com espanto junto a uma chuva
De confetes de jornal, das manchetes de ontem,
Que caem sobre a rua.

O Alienígena desce da nave espacial,
Vem de longe, e sobe a rua em um domingo de carnaval,

Sua fantasia de tão verdadeira passa despercebida
Desfila o seu espanto, mas sem compasso, sem samba
Trejeito estelar de desengonço, não cansa de observar.

O Alienígena desce da nave espacial,
Vem de longe, e sobe a rua em um domingo de carnaval.

O bumbo marca o ritmo do andar,
Ele sobe contra o bloco dos eufóricos,
E de mão se dá com a banda dos Barões da Rua Esquecida.

O Alienígena desce da nave espacial,
Vem de longe, e sobe a rua em um domingo de carnaval.

Piscam luzes, em um pobre cenário popular,
Lembranças da Lua, na rua? Aí está, Colombina a rebolar,
O alegórico carro passa como se uma nave fosse
Nua nau interestelar.


O Alienígena desce da nave espacial,
Vem de longe, e sobe a rua em um domingo de carnaval.

O Arlequim triste pela Colombina não está,
Colombina pela mão convida o Alienígena,
Para um ménage a trois, carnaval, festa popular!

O Alienígena desce da nave espacial,
Vem de longe, e sobe a rua em um domingo de carnaval.

O bumbo descadencía, diminui a alegria,
A Banda dos Barões da Rua Esquecida,
Toca sua última marcha vazia,
Acabou a farra Colombina.

O Alienígena sobe na nave espacial,
Volta pra longe, sobe pra Lua,
No final do domingo de carnaval.