sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O QUE ME INCOMODA.

O Que Me Incomoda (Fabio Terra)

As feridas em meu pé me incomodam
Assim como a falta de sono.

Meus desafetos me incomodam,
Mais que minhas feridas no pé.

Falar e não ser escutado me incomoda,
Vou começar a gritar,
Assim vou incomodar ao invés de ser incomodado.

Não quero ser amado.
Ser amado é para os sem graça alguma,
Prefiro ser respeitado.

Mas antes de morrer

Ser respeitado e amado depois que você morre, deve ser um porre.
Voltarei, eu, da além vida pra incomodar quem fizer isso comigo.

Se acaso eu morrer não me envie flores nem chorem.
Saiam e bebam em algum lugar,
Mas bebam alguma coisa elegante e chiquê.

Cerveja irá me incomodar,
Lembrem-se dos meus insucessos
Sempre foram mais trabalhosos.

Apenas se cuidem,  pra não morrerem antes de mim.

6 comentários:

Barone disse...

A poesia é um ato solitário, fruto do que há dentro de nós. Nesta segunda-feira, um projeto simples pretende imprimir na solidão da poesia um sentimento de coletividade, de coisa feita ombro a ombro. Trata-se do projeto Poema Dia, um blog (http://poemadia.blogspot.com/) no qual cada dia do mês é adotado por um poeta ou mini-contista que, neste dia específico, posta um trabalho de sua autoria. Nossa nau partiu nesta segunda-feira (1º de dezembro) com 15 tripulantes, outros embarcarão pelo longo caminho. Singraremos os mares bravios da literatura e da sensibilidade. Convido-os a compartilhar esta viagem conosco.

Victor Meira disse...

Legal o texto. Sincero e divertido. Não entendi porquê ele foi formatado como poesia. Acho que não acrescenta nada. O texto, em si, tá sequinho e todo conjuntado. Me pareceu estigmatizado com uma (desnecessária) construção poética.

O texto é ótimo.
Massa.

compulsão diária disse...

Ah, esse réquiem está divertido e na medida..mas esse desejo de que lhe façam isso e/ou aquilo depois da morte, Fábio, não vale. Eles não farão.
gostei daqui. Volto nesta Pedra.

compulsão diária disse...

Voltei no barco mágico e a pedra aqui está desde novembro intocável
Na toca do poeta que viaja por outras plagas?
Vaga em outros mares com outros barcos

Aninha disse...

Adorei esse texto... sincero e divertido!
Parabéns Porta!

Aninha disse...

Opsss...
Parabéns Poeta!