quinta-feira, 1 de abril de 2010

ANGÚSTIA DESAPRISIONADA

Angústia Desaprisionada (Fabio Terra)


Angústia desaprisionada!
Me é chegada a hora do grito,
Que sai, não antes sem força
Que não repara em nada.
E faz pouco caso do rito.

Aos berros me entrego,
Ao desespero da tristeza inundada.
Do Céu Clarizul, memórias passam,
Onde as vejo, apenas no meu coração,
Sinto as pálpebras cerradas.

Céu Azul Sem Vida,
Quero me jogar em sua imensidão
Flutuar, me dopar virar nuvem no ar
Quero encontrar minha voz perdida
Assim como um feto encontra o oxigênio dolorido.
Em sua primeira palavra, em seu primeiro grito.

De joelhos esfrego minha carne na terra.
Deixo feridas leves despercebidas em meu rosto
Passam como leques de desanveturas de minha vida
Meus gritos que ecoam por entre os meus gastos ossos,
Me entrego, assim, à loucura.

Levanto os braços para o Azul Céu Com Força.
Que não me leva ainda dessa vez.
Deitado ao beiral da histérica raiva
Choro, grito, então, descanso no calor do chão
Que me afaga a têmpora covarde e triste.

3 comentários:

unhas escarlate disse...

por aqui
a maldade dança vestida de xadrez
laços gordos buscam algo que se perdeu
e incontáveis incertezas chegam montadas em seus grandes cavalos

de você restaram as digitais pelo meu corpo
pelos do teu peito febril
e o roxo que adorna meu olho esquerdo

rasgarei minhas entranhas para não permitir que o sangue coagule
menos funesto, seria expor aquelas tolices a qualquer que me cruzar
a dor dos olhos confronta meu peito mordido
e nada ficou inteiro
te enxergo no brilho dos estilhaços
dos meus olhos coloridos saltam lágrimas geladas

Felipe da Costa Marques disse...

Blues!

Alessandra Chaia disse...

Bom! :)