sexta-feira, 6 de julho de 2012

SUPER HERÓI

Super Herói ( Fabio Terra)  

Não  tinha sorte como herói,
E como se Coca fosse Kriptonita
Fazia tudo errado, fazia tudo  que irrita

Seu traje não  tinha capa
Só uma camiseta encardida
Então fazia tudo de errado, fazia tudo  que irrita

Não tinha super poder, não tinha  nada!
Apenas a solidão de uma noite calada
Então gritava, tudo de errado, falava tudo que irrita
 
E sentado na cadeira olhando o tempo envelhecer
Como se Coca-Cola fosse Kriptonita
Usava a mão direita
E fazia tudo de errado, tudo que irrita


quarta-feira, 27 de junho de 2012

ANTES QUE NOSSAS ASAS SE CANSEM

Antes que Nossas Asas Se Cansem (Fabio Terra)

Antes que nossas asas se cansem
Vamos nos dopar, flutuar
Virar nuvem no ar

Através dos baluartes do céu
A alva branda em céu de brigadeiro
"E Deus criou o vento
Pra pentear os seus cabelos"

Traz vento, a excitação!
E, vamos nos dopar
Flutuar
Virar nuvem no ar

domingo, 17 de junho de 2012

VENENO CROMÁTICO

Veneno Cromático (Fabio Terra)

Não sou preso a nada
Nem à roupa nem à alma

O sangue que passeia pelas minhas veias
Leva o veneno até meu coração,
Que enfurecido bombeia pra cabeça

O colorido dolorido da culpa
Sem solução.

sábado, 31 de março de 2012

FLAMAS FURIOSAS

Flamas Furiosas (Fabio Terra)

Quero fósforo e gasolina,
Cruzar a ponte da melancolia.
Atear o fogo e esperar
A fúria ser consumida.

E enquanto olho para cima
Observo a cúpula noturna
Cheia de estrelas que se confundem
Com as flamas furiosas

Minha alma é libertada
O fogo é solto sem amarras
Cuspindo labaredas para o alto
Num salto soluço até virarem escuro

Quero fósforo e gasolina
Olhar a explosão repentina
Das flamas furiosas
Dançando pela minha retina

sábado, 10 de março de 2012

DORES UM

Dores Um (Fabio Terra)

Eu acreditei em tudo que me disseram
E hoje minhas dores não são mais nenhum mistério.

domingo, 22 de janeiro de 2012

ONDE A VERDADE SE ESCONDE #2

Onde A Verdade Se Esconde #2. (Fabio Terra)

O cheiro do perfume, atrai o canalha
o gosto do alcool derruba seus sentimentos
já fracos e entorpecidos,
O dogma anelar não serve de lembrança.

A culpa miserável do bairro baixo,
é maquiada com batom barato,
que vem rebocado na boca ignóbil
da moça suada, com hálito de fim de noite.

Ela tira então, do seu coração com culpa,
a verdade mais dura, quando vê o dia crescer
E ávido amanhecer, grita.
- Mais um dia filho da puta acabou! Graças à Deus!

sábado, 7 de janeiro de 2012

O INIMIGO VORAZ.

O Inimigo Voraz (Fabio Terra)

A dor se aproxima como brisa
que cobre minha alma já em cacos
como um cobertor velho e usado.

O grito é inevitável,
um expurgo do corpo envelhecido
querendo a juventude.


Que aprendeu com a fraqueza da carne
a linguagem dos homens
numa serpente loquaz

Que o grito e a raiva
nem sempre escondem
o inimigo voraz.