domingo, 6 de maio de 2007

CONTRA MÃO

CONTRA MÃO (Fábio Terra)

Os barões continuam a beber em seus copos de cristais,
E eu caminho olhando as luzes do centro da cidade
Me chamando, seduzindo com seu sedutor toque “Noir”
Cheio de putas, drogas e estórias pra contar.

E esses mesmos barões me convidam pra beber.
Seu mais caro “Cabernet”
Mas eu cuspo contra o tédio, andando na contra mão
Contando as minhas estórias
Cheias de putas, mentiras e drogas impregnadas em meu coração.

Andando na contra mão, sem ouvir a gritaria
Brigando com o certo, esmurrando a certeza
Correndo no meio da rua, sem ouvir a gritaria
Brincando com o tempo, espremendo minha cabeça

Os caretas têm suas caras fechadas
E suas roupas emplumadas, mal cortadas
Os “Bundões” se declaram, como donos de tudo
E eu ando contra, reclamando de tudo, verdade isso é.

Indo na contra mão, sem ouvir a gritaria
Brigando com o certo, esmurrando a certeza
Correndo, cansando, enraivecendo
De joelho para o amor
Mas de punhos cerrados para a dor.

Um comentário:

nathalia disse...

Como diria alguém que eu conheço
PURO ESCRACHO hehehe
abaixo aos barões, aos senhorios
àqueles que não sabem nem sequer oq é um play mobil